Em 23/08/2007 11:01

O CREMESP é o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Esse órgão tem a função de fiscalizar a atividade médica, apurar e julgar denúncias que tiverem relação com má conduta de profissionais médicos e ainda registrar diplomas e títulos de especialidades. E é o CREMESP que coloca a boca no trombone contra o termo medicina estética em SP.Segundo o órgão paulista, a guerra contra a chamada medicina estética em SP tem vários motivos. Eles acreditam que a área não exista como tal, existindo apenas procedimentos médicos com finalidade estética — e que se distribuem basicamente entre as áreas da Cirurgia Plástica, Dermatologia, Cirurgia Vascular e Endocrinologia. Além disso, o CREMESP lembra que nem a Associação Médica Brasileira nem o Conselho Federal reconhecem a tal especialidade, nem mesmo como área de atuação.A “briga” tem muito a ver com o fato de que procedimentos tidos como “médicos”– injeção de botox, preenchimento de rugas, esclerose de vasos, etc – vêm sendo realizados por “leigos”, tais como esteticistas e fisioterapeutas, nas chamadas “clínicas” de estética de SP – e do resto do país. Ao mesmo tempo, eles ressaltam que procedimentos que não tem nada de “médicos“ – como bronzeamento e drenagem linfática, por exemplo – estão surgindo debaixo do título de “medicina estética”, mostrando que o mercado anda confuso quanto ao que compete a quem.Mas o CREMESP aponta ainda outro grave problema: a falta de comprovação científica da eficiência de vários procedimentos associados ao termo ‘medicina estética”– como a mesoterapia lipolítica, a estimulação russa, a drenagem linfática e o uso de ultra-som no combate à celulite, por exemplo. E ainda chama a atenção para as conseqüências da busca desenfreada e desregulada de mais e mais beleza e juventude de um lado, e lucro fácil do outro: rostos sem expressão por causa do excesso de botox, mortes de pacientes, por exemplo, por causa de sessões de lipoaspiração e queimaduras ou infecções causadas por peelings – tudo isso sendo queixas freqüentes que surgem no balcão do Conselho de Medicina de SP.